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No século da sociedade tecnológica, quando angústias, depressões e reações anti·sociais tomam um vulto alarmante, manifestou-se entre humanistas a preocupação de investigar as causas dos conflitos psíquicos e a intenção de
combatê-los.
O sopro libertário que perpassa pelos povos, conseqüência das facilidades de comunicação, da elevação do nível cultural e do anseio, sentido como direito, de uma vida melhor, deslocou o centro do interesse universal para o homem.
Brotaram humanismos calcados na valorização da pessoa humana, em todas as potencialidades e capacidades. A dignificação dos homens fez com que se olhassem , paradoxalmente, ora de modo m ais benévolo, ora de modo mais malévolo, porém gerou um indiscutível movimento de solidariedade humana. Não me refiro à esfera da política internacional que continua em estágio paranóide, ofensivo.
Entidades oficiais e privadas têm cogitado do bem -estar geral, através de programas e atividades de luta contra a fome, a doença e a ignorância. Médicos, psicólogos, sociólogos. antropólogos. assistentes sociais, enfermeiras, religiosos e líderes naturais da comunidade e, mais recentemente, ecologistas fazem esforços para proteger o homem da desorganização econômico-social reinante. Sucede que as freqüentes conquistas nos campos da ciência e da técnica exigem novos e rápidos ajustamentos. Hoje, mais do que nunca, a preparação para a vida deve ser iniciada m uito cedo, no berço. Consistirá num conhecimento mais profundo dos mecanismos e dinamismos psicológicos do ser humano, num critério de aprendizagem semelhante ao que se vem adotando com relação ao corpo.
E o que temos feito em dois mil anos de civilização cristã? Instrução intelectual, moral, cívica e religiosa. ora formal, ora informal. Não se pensou na educação emocional, indispensável ao equilíbrio da personalidade. Quando Jean Jacques Rousseau teve a coragem de desafiar o racionalismo de seu tempo e conferir especial importância ao sentimento, foi ridicularizado. Mas os educadores ficaram tocados e, abandonando velhos moldes de ensino que atendiam apenas convenções sociais estranhas, de adestramento, assumiram atitude de respeito aos delicados sentimentos da criança.
Uma pessoa inteligente, culta, trabalhadora, responsável. sociável e prestigiada será considerada madura e privilegiada, porém não recebeu instrução afetiva formal e sua felicidade dependerá, no entanto. da harmonia interior que advém de equilíbrio emocional. E este é adquirido no meio familiar. Sofrerá influência da sociedade que o impregna de cultura de massa. despejada aos borbotões, através das diversas vias de comunicação, e irá integrar novos conhecimentos e necessidades ardilosam ente sugeridos. Há quem condene a atual massificação, dizendo que os Órgãos de informação não dispõem de uma cúpula diretiva de
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